sábado, 19 de fevereiro de 2011


“Toda mulher tem direito a uma vida saudável e livre da violência.”
Pensando no que escrever lembre-me de um tema muito importante, e que por sinal falei muito esses dias, A Violência contra a Mulher.
Muitas mulheres ainda sofrem com a violência, apesar de temos muitos casos em que o homem também é violentado, a violência contra a mulher ocorre com muito mais frequencia.
Muitas ainda não conhecem seus direitos, mas as que conhecem são envolvidas pelo medo, por ameaças e são cada vez mais violentadas e maltratadas. A mulher pode ser atingida não apenas com a violência física, como pode sofrer agressões psicológicas, sexual, negligência ou abandono, violência patrimonial ou ainda violência moral.
A violência física e a sexual são as mais conhecidas. A física acontece quando a mulher é agredida com tapas, socos, empurrões, arma de fogo, arma branca, queimaduras, dentre outras formas de agressão, utilizando a força física, de forma intencional, deixando ou não marcas evidentes. E a sexual quando ela é forçada a manter relações sexuais com ou sem violência como: quando está doente, dormindo ou não quer, forçar a prática de atos sexuais que causam desconforto ou repulsa, obrigá-la a olhar pornografias, como filmes e revistas quando ela não deseja, obrigá-la a prostituição, impedi-la de usar métodos contraceptivos ou ainda obrigá-la à pratica de aborto.
A mulher que sofre agressões verbais constantes como: xingamentos, humilhação, rejeição, ameaça, destruição de objetos de valor afetivo, constrangimento, falta de afeto e são tratadas com indiferença e discriminação, causando danos emocionais e prejudicando a saúde e a vida da mulher, está sofrendo da violência psicológica, esta que acontece constantemente com muitas mulheres.
A negligência ou abandono é sim um tipo de violência contra a mulher, se o companheiro ou responsável deixar de prover de forma intencional, os cuidados mínimos de sobrevivência, como: alimentação, saúde, remédios, entre outros está agredindo a mulher e sendo negligente, portanto esta a tratando com desleixo.
A destruição ou apreensão de objetos ou instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, são tipos de agressões conhecidas como violência patrimonial. Calúnias, difamações ou injurias, sofridas por muitas mulheres também são agressões que são classificadas como violência moral.
As mulheres que sofrem violência devem perder o medo e procurar ajuda e orientações sobre seus direitos e denunciar, existe muitos profissionais e redes de atendimento que podem ajudá-las e orientá-las. Não devemos esquecer e sim reconhecer que a violência faz mal a saúde e destrói qualquer família, não devemos mais fechar os olhos e sermos negligentes, devemos acordar e lutar para que esse sofrimento acabe e que assim evitemos muitas mortes e abandonos.
Priscila Alves

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Se Essa Rua Fosse Minha

Se essa rua
Se essa rua fosse minha
Eu mandava
Eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas
Com pedrinhas de brilhante
Só pra ver
Só pra ver meu bem passar

Nessa rua
Nessa rua tem um bosque
Que se chama
Que se chama solidão
Dentro dele
Dentro dele mora um anjo
Que roubou
Que roubou meu coração

Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
Tu roubaste
Tu roubaste o meu também
Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
Foi porque
Só porque te quero bem

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Merece Uma Reflexão









O Coelho e o Cachorro


O coelho e o cachorro
Eram dois vizinhos. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. O doido comprou um pastor alemão. Papo de vizinho:
- Mas ele vai comer o meu coelho.
- De jeito nenhum. Imagina. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos, pegar amizade. Entendo de bicho. Problema nenhum.
E parece que o dono do cachorro tinha razão. Juntos cresceram e amigos ficaram. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As crianças, felizes.
Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. Isso foi na sexta-feira. No domingo, de tardinha, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche, quando entra o pastor alemão na cozinha. Pasmo.
Trazia o coelho entre os dentes, todo imundo, arrebentado, sujo de terra e, é claro, morto. Quase mataram o cachorro.
- O vizinho estava certo... E agora, meu Deus?
- E agora?
A primeira providência foi bater no cachorro, escorraçar o animal, para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. Claro, só podia dar nisso. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora? Todos se olhavam. O cachorro rosnando lá fora, lambendo as pancadas.
- Já pensaram como vão ficar as crianças?
- E você cala a boca, porra!
Não se sabe exatamente de quem foi a idéia, mas era infalível. Vamos dar um banho no coelho, deixar ele bem limpinho, depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal.
Como o coelho não estava muito estraçalhado, assim fizeram. Até perfume colocaram no falecido. Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças. E lá foi colocado, com as perninhas cruzadas como convém a um coelho cardíaco.
Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. Notam o alarido e os gritos das crianças. Descobriram! Não deu cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. Branco, lívido, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.
- O que foi? Que cara é essa?
- O coelho... O coelho...
- O quê que tem o coelho?
- Morreu!
Todos:
- Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem...
- Morreu na sexta-feira!
- Na sexta?
- Foi. Antes da gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal!
***
A história termina aqui, neste domingo de páscoa, de noite. O que aconteceu depois não interessa. Nem ninguém sabe.
Mas o personagem que mais me cativa nessa história toda, o protagonista da história, é o cachorro.
Imaginem o pobre do cachorro que, desde sexta-feira procurava em vão pelo amigo de infância, o coelho. Depois de muito farejar, descobre o corpo. Morto. Enterrado. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido, desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. Provavelmente estivesse até chorando, quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado.
O cachorro é o herói. O bandido é o dono do cachorro. O ser humano. Sim, nós mesmos, que não pensamos duas vezes. Para nós o cachorro é o irracional, o assassino confesso. E o homem continua achando que um banho, um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia, o animal desconfiado que tem dentro de nós.
Julgamos os outros pela aparência, mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. Maquiada.
Coitado do cachorro. Coitado do dono do cachorro. Coitado de nós, animais racionais.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Encontrei-me

Encontrei-me

Quando abri meus olhos
O primeiro suspiro surgiu
Encontrei-me.

No início, apenas um sonho
No defrontar de meus pensamentos, realidade.
O impossível aconteceu
Inevitável.

O Encontro, Um Amor.
O mais belo possível, o mais verdadeiro, o mais sincero.
A espera acabou.
Encontrei-me
Encontrei-te.
                                                                                               N, P.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O Meu Amor

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada...

Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz...

(Chico Buarque - O Meu Amor)

Escolhas de uma vida


Reflexões sobre "Escolhas de uma vida" de Pedro Bial
A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".
Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.
Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida".
Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.
As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...
Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.

Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.
Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua...!

Refletindo:
Se a vida fosse diferente podendo cada pessoa escolher ser uma em cada ocasião ou temporada:
Talvez fosse melhor para algumas, pior para outras... E os filhos, o que seriam dos filhos?
As escolhas de cada pessoa devem ser verdadeiras, como diz o texto. Com a maturidade suficiente para lidar com os resultados, bons ou maus. Aceitando as incertezas e as dificuldades como e quando elas se apresentam, lutando para sair delas com ânimo e coragem.
E os laços que se criam através do tempo, nos relacionamentos, como seriam desatados ou mais fortemente ligados?
O texto diz que o destino pouco tem a ver com as escolhas pessoais. Acredito que o acaso ou destino não existe. pois cada ser humano está a todo instante, construindo o seu amanhã.
Olhando para a vida do Planeta, dos grupos sociais, do ser enquanto indivíduo dessa geração, quais seriam as escolhas da maioria do homem planetário?!?