Era uma vez um casal que só depois de muito esperar e pedir aos deuses conseguiu ter um filho. O menino nasceu com saúde e era bem bonito, mas nunca cresceu, e por isso recebeu o nome de Pequetito.
Quando chegou a hora de mandá-lo conhecer o mundo, seus pais lhe deram uma agulha para lhe servir de espada, uma cuia de comer arroz para ser seu barco e um par de palitos para fazer as vezes de remos.
Assim, equipado, Pequetito partiu, navegando até a capital, Quioto, onde foi ter ao casarão de uma familia que se encantou com ele e o convidou para morar ali.
Um dia Pequetito viajou com a filha de seus anfitriões, uma linda jovem que gostava muito dele. No caminho um ogro os atacou, dizendo que queria raptar a moça. “Primeiro vai ter que lutar comigo!”, o corajoso rapaz exclamou, brandando a agulha. O ogro riu, agarrou-o e sem perda de tempo o engoliu.
Lá no estômago do ogro, Pequetito o espetou tanto com sua agulha que o malvado papão o cuspiu fora. Assim que se viu livre, o moço lhe furou os olhos com a agulha. O ogro gritou de dor e correu, deixando cair um pequeno objeto de metal. “É um martelo mágico que realiza desejos”, a jovem explicou. “Então me dê uma martelada, para ver se me faz crescer”, o rapaz falou. A filha de seus anfitriões lhe martelou a cabeça com toda a força … e Pequetito se transformou num samurai alto e garboso, com quem ela logo se casou.